[Resenha] Sonhos despedaçados - Ellie James

16 de nov de 2014
Sonhos despedaçados - Ellie James
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635439
Ano: 2014
Páginas: 320
Classificação: 
Página do livro no Skoob / Compre!

Em uma casa abandonada, um grupo de adolescentes joga Verdade ou Desafio. Antes de a noite acabar, a garota mais popular da escola desaparece como se fosse por mágica. Recém-chegada à cidade, Trinity preferiria não ter as visões que a atormentam tanto... Agora ela precisa agir rápido, porque todas as suspeitas levam até ela. Cheio de reviravoltas e sustos, Sonhos Despedaçados é leitura obrigatória para quem gosta de tramas com desfechos imprevisíveis. Os cenários ajudam a compor o mistério, e podem ser os cemitérios antigos de Nova Orleans ou os destroços deixados pelo furacão Katrina. O único problema: você não vai ter coragem de ler este livro quando estiver sozinho em casa.

Resenha:
E o troféu de decepção do ano vai para...
Confuso, mal construído e, por vezes, sem sentido algum. Ellie James que me perdoe, Sonhos Despedaçados foi um erro. Vendê-lo como um suspense paranormal chega a ser um absurdo. Ambientada em Nova Orleans, a estória se passa em um momento em que as marcas do furacão Katrina ainda são visíveis na cidade. Ao término da leitura, eu me perguntei se o livro não seria mais um destroço dessa catástrofe natural. Ainda considerei a hipótese da tradução ter desvalorizado a obra, mas não, não acredito que tenha sido isso.

Aos 16 anos Trinity não sabe absolutamente nada sobre os pais. Não existem lembranças ou histórias de que se lembre. Não há se quer uma fotografia. Ela tinha apenas dois anos de idade quando eles morreram em um acidente de carro. Bem, essa é a versão que ela conhece. Agora ela mora com a tia Sara em Nova Orleans.

Já nos primeiros capítulos Trinity está em uma casa mal assombrada jogando verdade ou desafio com um grupo de jovens que fez amizade no novo colégio. Percebem o potencial disso tornar-se algo incrível dentro do que o livro se propõe? A expectativa começa alta e não é correspondida desde já. Jéssica, a patricinha popular acaba de levar um pé na bunda do desejado Chase e resolve se vingar de Trinity, possível causa do rompimento do casal. A brincadeira é uma armação.

A cota de paranormalidade da história fica por conta das premonições de nossa protagonista. Ela tem visões de coisas que irão acontecer em breve, coisas ruins, mórbidas. Na casa mal assombrada ela tem uma visão de Jéssica morta e isso passa a perturbá-la. Não que seja algo habitual de Trinity, é uma novidade para ela. Um dom, ou maldição, que a cidade despertou. Algo que estava adormecido. Uma espécie de herança.

Quando Jéssica desaparece a história toma um rumo novo. Chase acredita que se trata de mais um jogo de sua ex-amada. Já a polícia não descansará até achá-la. Trinity, coitada, passa a ter sonhos em que enxerga a garota implorando por sua ajuda. A cada visão uma pista nova é detectada. Dá pra acreditar que ela procura a polícia a cada sonho desse? Não tarda para as autoridades enxergarem-na como suspeita. Ou louca. Ou ambas as coisas. Um homem com uma faca passa a persegui-la. É, isso poderia funcionar como algo assustador mas é tudo tão mal conectado que só aumenta a taxa de rejeição da história.

No meio disso tudo, Chase e Trinity se aproximam e passam a compartilhar intimidades. Outro ponto negativo da história. Preferiria que Chase tivesse sumido. Imaginem um personagem chato... Pronto? Agora multipliquem por 100. Aí está ele. Sem sal, sem graça e dispensável. A porcentagem de coisas legais aumenta quando tia Sara resolve contar algumas verdades para Trinity. Revelações sobre os pais da garota e sobre o dom premonitório. O que acontece após isso rende alguns capítulos legais.

Sobre o desfecho? Considerei positivo diante de tudo que li.
Sonhos Despedaçados é uma trilogia que não farei questão de acompanhar.

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