[Resenha] Dois mundos, um herói – Rezende Evil

12 de dez de 2015
Dois mundos, um herói – Rezende Evil
Editora: Seguinte
ISBN: 9788581053127
Ano: 2015
Páginas: 144
Classificação: 
Página do Skoob
Pedro Afonso, ou melhor, Rezende, é louco por videogames e se dedica a produzir vídeos para a internet sobre seu jogo favorito: Minecraft. Um de seus maiores orgulhos é o vilarejo virtual que construiu por lá. Rezende passa tanto tempo no computador que é quase como se morasse em sua criação. Mas e se um dia isso se tornasse possível? "Dois mundos, um herói" é uma aventura fantástica que leva você para dentro do universo de Minecraft na companhia de RezendeEvil. O susto de acordar do outro lado da tela é grande, mas a diversão é ainda maior. Nesse mundo de pixels ele encontra todos os pequenos amigos que criou: inclusive uma versão de si mesmo. E quando um terrível mal ameaça destruir o vilarejo, Rezende se torna a única esperança. 
Resenha por Carlos Cavalcanti:
Acho muito legal unir uma história a algum jogo. Funciona mais ou menos como uma fanfic, mas acho que esse livro vai um pouco além: o próprio escritor é o personagem que encontra a si próprio num universo paralelo, que para o amor e alegria dele, é o seu jogo preferido. Com exceção da capa, dentro do livro não cita diretamente o nome do jogo, mas faz muitas referências: o sol quadrado, o tempo passando rápido, zumbis, cactos explosivos (creepers), aranhas e claro, os braços e pernas retangulares. Com tudo isso, aliás, na primeira “dica” você já sabe que o jogo é Minecraft. Claro, se você não levar em conta a capa e a contracapa.

O Pedro Rezende é um Youtuber que, numa entrevista (ou conversa com fãs/seguidores do canal) é abordado por um senhor esquisito com voz um tanto assustadora que pergunta se ele acredita em universo paralelo. Após isso, as coisas começam a ficar estranhas até que acontece do próprio Pedro acabar meio que entrando, literalmente, dentro do jogo (coisa que todo gamer sonha em fazer uma vez na vida). Só que ele não chega lá simplesmente para “tirar férias”, há uma profecia e ele é o escolhido para cumpri-la.

Quando encontra o seu personagem, o Rezende, ambos são treinados para fazer com que a profecia de fato aconteça e livre os moradores do mal que assola o vilarejo que o Pedro construiu. A aventura é bastante elétrica, e faz o leitor sentir-se um jogador de Minecraft quando passeia pelas tundras, desertos, montanhas, cavernas, constrói casas e outras coisas com blocos, “destrói” coisas para possuir itens para fazer materiais.

O livro é bem dividido e uma coisa bastante legal é que a diagramação tenta se assemelhar em muitos aspectos do jogo: os capítulos aparecem em placas que lembram as placas no jogo e a paginação segue a mesma fonte (ou uma muito parecida, quase idêntica) presente no jogo. É curtinho, o enredo não se estende muito e o livro pode ser lido em uma tarde, ou um dia, já que além do tamanho, ele é bem escrito e, apesar de ter muitas gírias, é muito fácil de compreender.

E acho que a grande sacada desse livro está no fato de o próprio escritor ser tanto o narrador quanto o personagem da obra, isso causa uma aproximação mais real com a aventura, porque passa a impressão de que, mesmo que se saiba que é uma fantasia, a história meio que acontece de verdade, e o que a impede de acontecer de verdade?


Carlos Cavalcanti, graduando em Letras (Português e Inglês) pela UFRPE, tem 20 anos e uma idade mental de pelo menos uns 800, com muito exagero. É apaixonado por livros e leitura e ainda sonha em escrever, ou quem sabe traduzir, algum romance (que não seja piegas). Gosta, sobretudo, de distopias, ficções, fantasias, suspenses e todas as leituras que prendem o leitor da primeira à última página do livro. 

Um comentário:

  1. Anônimo09:35

    Gostei muito obrigado agora poderei fazer a minha prova(miniteste)

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